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Quando buscar psicoterapia?

Muitas vezes, a decisão de começar a terapia nasce de um incômodo específico ~ uma dor, uma dúvida, uma perda recente.

Mas, com o tempo, à medida que o espaço terapêutico se mostra seguro e acolhedor, outras questões começam a emergir: lembranças, silêncios, desejos não nomeados... Às vezes, até aquilo que parecia não ter importância revela sua profundidade.

 

Buscar psicoterapia não exige que tudo esteja claro ou organizado. Na verdade, pode começar justamente do oposto: da confusão, da falta de sentido, da sensação de estar perdido ou desconectado de si e do mundo.
 

Há quem venha em busca de alívio para um sofrimento, quem deseje se compreender melhor, quem carregue culpas, frustrações, ou se sinta deslocado nas relações.
Mas não existe hierarquia de motivos.

Não há problema “grande o suficiente” que justifique estar aqui, basta que algo dentro de você peça por um tempo de escuta.

 

Falar de si, especialmente no início, pode parecer estranho. Afinal, contar a própria história a alguém desconhecido, exige. Mas, pouco a pouco, o vínculo se constrói, e você encontra espaço para se experimentar com mais liberdade, respeitando seus próprios ritmos e possibilidades.

O processo terapêutico não é linear.
Ele se move em espirais ~ indo e voltando ~ conforme o que se faz presente em cada fase da vida. Não se trata de um caminho com começo, meio e fim definidos, mas de um território vivo, onde cada encontro é uma chance de estar mais próximo de si.

Encontro terapêutico:
um lugar seguro?

Na clínica, a escuta só é possível quando há segurança. A relação entre psicóloga e paciente é protegida pelo sigilo profissional,  mas vai além disso.


Na psicoterapia fenomenológico-existencial, o vínculo que se constrói ao longo do processo é, por si só, parte essencial do cuidado. É ele que sustenta o trabalho com a intimidade: com aquilo que se sente, se pensa, se esconde e, aos poucos, se revela.

Falar de um lugar seguro também significa, para mim, reconhecer os atravessamentos sociais que marcam a existência de cada pessoa. Estar em escuta é, igualmente, estar atenta para não reproduzir violências sutis ou explícitas ligadas às desigualdades de raça, classe, gênero, sexualidade ou qualquer outro fator que historicamente produza silenciamento e sofrimento.

Acolher é respeitar a singularidade de cada caminho.


Algumas pessoas sentem-se à vontade para compartilhar suas histórias logo nos primeiros encontros.
Outras precisam de tempo. E há quem precise, inclusive, de outro tipo de espaço. Caso isso se apresente, me coloco à disposição para, com cuidado e responsabilidade, pensarmos juntas(os) em caminhos possíveis,  inclusive com a indicação de outra profissional, se for necessário.

O compromisso ético que assumo é o de sustentar um espaço de presença, confiança e respeito.

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